vozes que dão chão

Ferramentas para ler o cansaço.

A Guarida é um ponto de confluência. Aqui entram vozes que oferecem ferramentas para entender por que estamos tão cansadas e caminhos para devolver a culpa ao lugar certo: à história, às estruturas, às coreografias aprendidas e às formas de vida que nos apertam.

Citamos porque essas ferramentas funcionam. Elas dão língua, chão e borda para o que a Guarida tenta construir.

Antônio Bispo dos Santos, Nego Bispo

Bispo nos lembra que território é modo de vida. Ele ajuda a Guarida a pensar comunidade como confluência, pertencimento e uso comum, com a terra e a vida no centro.

Morena Santos Cardoso

Morena aproxima política e carne. Ela nos ajuda a perceber o colonizador no gesto: a mandíbula travada, a pelve congelada, o sim que sai antes do corpo concordar.

Silvia Federici

Federici retira a culpa do descanso das costas das mulheres e coloca o problema na história. Ela mostra como o trabalho invisível sustentou o capitalismo e como o descanso de algumas mulheres foi financiado pela exaustão de outras.

Lélia Gonzalez e Sueli Carneiro

Elas impedem a Guarida de tratar o cansaço de todas as mulheres como se tivesse a mesma raiz. Amefricanidade, raça, classe, gênero e território mudam profundamente o que cada mulher pode escolher.

Beatriz Nascimento

Beatriz dá densidade histórica e corporal à ideia de quilombo. Ela ajuda a pensar território como continuidade, memória, corpo e possibilidade de vida em comum.

bell hooks

hooks oferece uma ética do amor como prática, escolha e responsabilidade. Ela ajuda a Guarida a pensar vínculo sem romantizar comunidade nem apagar conflito.

Audre Lorde

Lorde convoca diferença, raiva, eros e autocuidado como forças políticas. Ela ajuda a Guarida a falar de descanso e desejo sem transformar isso em produto de bem-estar.

Carla Akotirene

Akotirene dá precisão à interseccionalidade no Brasil. Ela ajuda a Guarida a olhar para as encruzilhadas de raça, classe, gênero, trabalho, maternidade, território e acesso.

Ailton Krenak

Krenak amplia a pergunta sobre vida. Ele ajuda a Guarida a lembrar que viver bem não cabe na lógica de produção permanente, acúmulo e futuro vendido como progresso.